James Tillman
22 de março de 2010 (Notícias Pró-Família) — Padre Paul Marx, OSB, apelidado de “Apóstolo da Vida” por João Paulo II, partiu deste mundo no sábado passado logo após as 8h da manhã. Mas de acordo com numerosos líderes, os movimentos pró-vida no mundo permanecem como monumentos aos gigantescos labores dele em favor do menor e mais vulnerável dos seres humanos.
“Creio que posso dizer com segurança que não há praticamente nenhum grupo pró-vida no mundo hoje que não tenha recebido informações, ajuda, incentivo e/ou orientação do Pe. Paul”, disse Magaly Llaguno, diretora executiva de Vida Humana Internacional (VHI), a divisão hispânica de Human Life International (HLI), onde Marx foi presidente até aposentar-se em 1999.
Tanto VHI quanto HLI foram fundadas pelo Pe. Marx, assim como o Instituto de Pesquisa Populacional (IPP).
“Ele foi e sempre será o ‘pai’ dos movimentos pró-vida nacionais e internacionais”, continuou ela. “Toda vez que for escrito um livro sobre o nascimento do movimento pró-vida, o nome do Pe. Paul será sempre proeminente”.
O Pe. Marx foi um pioneiro no movimento pró-vida; ele fundou o Centro da Vida Humana em 1971, dois anos antes da decisão Roe versus Wade [que legalizou o aborto nos EUA]. No mesmo ano ele publicou “The Death Peddlers: War on the Unborn” (Os Comerciantes da Morte: a Guerra contra os Bebês em Gestação), o primeiro de mais de uma dezena de livros.
O Pe. Thomas Euteneuer, atual presidente de HLI, o chamou de Johnny Appleseed do movimento pró-vida. “Por causa do Pe. Paul Marx, o mundo tem um movimento pró-vida. Ele viajou 5 milhões de quilômetros para mais de 90 países”, disse Euteneuer.
“Quando a luta pela vida for finalmente ganha”, continuou ele, “as pessoas olharão para o passado, para esta era de destruição e ficarão imaginando quem se opôs à matança. O Pe. Marx estará entre os maiores campeões pró-vida, não só por seu próprio trabalho, mas também pelo trabalho feito por incontáveis outros guerreiros pró-vida que ele inspirou”.
“Devo muito ao Pe. Marx”, Stephen Mosher, presidente do IPP disse para LifeSiteNews (LSN). Ele relatou como, depois de descobrir as esterilizações e abortos forçados na China, o Pe. Marx o convidou para uma conferência pró-vida que o iniciou na estrada para o catolicismo.
“Devo a ele minha conversão. Por isso, ele é meu pai espiritual”, disse ele. “Devo-lhe minha vocação, pois ele foi o instrumento de Deus usado para me chamar para o trabalho pró-vida de tempo integral. Devo-lhe meu apostolado porque ele fundou o Instituto de Pesquisa Populacional e pediu-me que eu viesse e o presidisse.
“Ele era um corajoso defensor da verdade acerca da vida e família”.
De acordo com o Pe. Frank Pavone, diretor executivo de Padres pela Vida, o Pe. Marx era “um padre que não tinha medo de ser profeta”.
Além disso, amigos dizem que o Pe. Marx conseguia realizar uma fabulosa quantidade de trabalho.
“Ele empreendeu inúmeras iniciativas”, disse o Pe. Pavone, “realizou viagens aparentemente infindáveis, deu inúmeras palestras, escreveu um estoque inteiro de artigos e livros e inspirou um número incontável de pessoas no esforço de construir uma Cultura da Vida”.
“Ele raramente dormia”, disse Mosher. “Ele costumava trabalhar até 2 ou 3h da madrugada. Então ele dormia… e se levantava às 7h, rezava e tomava o café da manhã.
“Ele nunca recebeu uma carta sem dar uma resposta, e ele nunca recebeu uma chamada telefônica sem dar retorno”.
O lema da Ordem Beneditina é “Ora et Labora”, que significa “Ore e Trabalhe”; amigos costumavam brincar que o lema do Pe. Marx era “Ora et Labora et Labora et Labora”.
Joe Scheidler, presidente da Liga de Ação Pró-Vida, relata como numa viagem da África do Sul para os EUA, “quando as luzes no avião se apagaram e todos estavam dormindo, só uma luz ficava acessa a noite inteira — a luz sobre a poltrona do Pe. Marx, onde ele estava escrevendo e lendo, sempre diligente em sua pesquisa em questões da vida”.
“Até mesmo quando ele se aposentou”, disse Llaguno, “ele ligava para mim periodicamente e ficava muito animado quando eu lhe falava sobre o trabalho que estávamos fazendo em países da América Latina, onde ele já havia plantado as sementes para o trabalho pró-vida e pró-família que está sendo feito hoje”.
A morte do Pe. Marx foi digna de alguém que trabalhou muito tempo em favor dos bebês em gestação: no sábado cedo de manhã ele perdia a consciência e voltava a si, e estava incoerente ao falar, de acordo com Mosher, até seu último momento.
“De repente, ele levantou os braços ao céu”, Mosher disse, “e disse em voz alta e clara: ‘Toma-me para o céu’.
“Por isso, creio que ele tinha uma escolta celestial”.
A missa de velório para o Pe. Marx ocorrerá na quinta-feira de noite, na Festa da Anunciação, às 19h no Mosteiro Beneditino de São João em Collegeville, Minnesota. O funeral será na sexta-feira às 3h30min no mesmo local.
Judie Brown da Liga da Vida America disse que Marx “deixou um legado que o tempo, a confusão e a discórdia da verdade jamais poderão apagar”.
“O movimento pró-vida está vivo e bem hoje”, disse Brown, “porque estamos nos ombros de um gigante — o Padre Paul Marx”.
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/mar/10032208.html
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