Convicções religiosas de médicos afetam suas decisões para com doentes terminais

Thaddeus M. Baklinski
LONDRES, 30 de agosto de 2010 (Notícias Pró-Família) — As convicções religiosas dos médicos fortemente influenciam as decisões que eles fazem quando estão cuidando de pacientes com doença terminal, de acordo com uma pesquisa publicada na Revista de Ética Médica.
O Dr. Clive Seale, professor do Centro de Ciências de Saúde, Barts e na Faculdade Londrina de Medicina e Odontologia, conduziu uma pesquisa através do correio de 3.733 médicos, dos quais 2.923 fizeram relatos sobre o cuidado de seus últimos pacientes que morreram.
O Dr. Seale revelou que “os médicos que se descreviam como não religiosos tinham mais probabilidade de relatarem haver sedado de forma contínua e profunda seus pacientes até morrerem, tendo tomado decisões que esperavam ou em parte tinham a intenção de terminar a vida”.
Muitos dos médicos pesquisados são especialistas em geriatria ou assistência paliativa, embora médicos de outras especialidades também tivessem sido incluídos no estudo.
O que é significativo é que o relatório declarou que “médicos de ‘outras especialidades hospitalares’” tinham “uma probabilidade quase 10 vezes mais elevada de relatar isso (decisões feitas com alguma intenção de acabar com a vida) quando comparados com especialistas de medicina paliativa, independente de fé religiosa”.
Uma reportagem da BBC veiculada no ano passado dizia que o uso de contínua e profunda sedação, também conhecida como “sedação terminal”, está se tornando mais comum na Inglaterra e pode ser o modo como os médicos estão contornando a lei que proíbe a eutanásia direta.
Adam Brimelow, correspondente de saúde da BBC News, disse que 16.5 por cento de todas as mortes na Inglaterra estão associadas à contínua e profunda sedação, um número duas vezes maior do que o da Bélgica e da Holanda, países que legalizaram a eutanásia direta.
Alex Schadenberg, diretor da Coalizão de Prevenção à Eutanásia no Canadá, disse que uma contínua e profunda sedação pode ser usada de forma ética em casos de pacientes que estão morrendo para aliviar dores persistentes, tais como dores neuropáticas que não reagem à morfina. Contudo, a ética depende da situação e da intenção, ele disse.
“É importante fazer a diferença entre o que fazemos com alguém que está se aproximando da morte e com alguém que está sofrendo dores, mas não morrendo”. Em alguns casos, ele disse, os pacientes que não estão morrendo mas podem estar sofrendo dores são colocados em profunda sedação, e então são desidratados até morrer — um uso que é sempre não ético.
“A [sedação profunda] pode ser uma via furtiva para a aplicação da eutanásia se for usada de forma não ética”, disse ele. “A questão é a intenção. A intenção deve ser o alívio da dor e do sofrimento. Até mesmo uma sedação de longo prazo pode ser ética enquanto a pessoa não está sendo desidratada até a morte. Um bom médico de assistência paliativa não usará a técnica de forma frequente”.
Um resumo da pesquisa do Dr. Seale está disponível em inglês aqui.
Veja os artigos relacionados de LSN:
British Doctors Practising "Slow" Euthanasia through Deep Sedation: BBC Report
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/aug/09081803.html
Britain Already Has a "Government Policy of Silent Euthanasia": Anti-Euthanasia Activists
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/sep/09092501.html
Britain's Pathway to Euthanasia - NHS Protocols for Dehydrating Disabled Patients to Death
http://www.lifesitenews.com/ldn/2008/jul/08070303.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/aug/10083004.html
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